domingo, 29 de novembro de 2009

a ti!....


És tu, que no teu silêncio me escutas, que na tua distância me sentes, que na tua solidão me esperas.

Sou eu, aquela que voa pelos céus ao teu encontro, que a cada Noite te abraça no vazio da tua alma, que a cada dia dorme em ti.
Sim é verdade. É no silêncio que as almas se escutam e se enleiam de brisas amoráveis...Misterioso este sentimento, não é?


É bom sentir abraços etéreos de alguém que nos "percebe" e nos descodifica a essência!

domingo, 20 de setembro de 2009

Palavras ao vento!...

Às vezes não sei quem sou... ando perdida nestas encruzilhadas que a vida me propõe... por vezes sigo mesmo o caminho errado, somente para me aperceber de que já não me é dada a oportunidade de trilhar o certo...

Aprendi que há coisas que simplesmente não estão destinadas a acontecer, enquanto outras são simplesmente inevitáveis, independentemente da minha vontade de querer ou não contrariá-las...

Percebo com o passar dos dias e das horas, que existem dores que o tempo é incapaz de curar...

O coração hoje pulsa de uma maneira diferente, a mente grita por liberdade e as palavras calam-se diante da tempestade que ainda me rodeia...
Agarro-me à fé, que me move e me faz acreditar em tempos mais calmos... começo a crer mais em mim mesma, na minha coragem e determinação para mudar toda uma história...

E embora esteja sendo extremamente complicado e cansativo, seguirei a minha jornada, tentando manter o equilíbrio mental e físico, ignorando qualquer pensamento que me faça desistir...
E que Deus me continue encorajando e iluminando para que eu siga sempre adiante.

Não tenho medo de obstáculos, nem das pedras onde por vezes tropeço... e irei até onde meu coração permitir.

Quando a vida me magoa deixo que a chuva se misture às minhas lágrimas e sigo em frente... sempre em frente... como uma folha jogada no vento... à mercê das suas correntes... com nada mais do que uma ténue esperança de conseguir chegar a bom porto...

Esta sou eu... e estas as minhas palavras... que fazem parte daquilo que fui, do que sou... e necessariamente parte do que serei !...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O ESTAR ...O SER!

Ás vezes, apenas por um momento, a vida pára....para nesse instante podermos ser tudo...sentir tudo!
Qualquer coisa que tenhamos em mente pode, de repente, tornar-se real.

Talvez nem sempre estejamos suficientemente atentos para notarmos que está acontecer.

Talvez não seja suposto que demos por ela.
É um intervalo no tempo, suspenso, que se limita a acontecer, não acontecendo...
Isento de coordenadas...Flutuante no vazio...Onde habitam todas as possibilidades, todas as hipóteses, todas as escolhas.

Hoje, num batimento mais descompassado dos dias, encontrei-me lá!...

No centro de um infinito de perspectivas, esperanças e probabilidades... e em consciência plena, constatei calma e serenamente, que estou precisamente onde devia estar.... Onde quero estar!...

De todos os caminhos possíveis não queria outro senão este.

E... é exactamente por aqui que quero continuar.

E porque assim é... agora sigo, e agora avanço... porque o "momento" para sempre ficou!

sábado, 15 de agosto de 2009

Se quiseres saber....

Se quiseres saber qual é a intensidade do meu amor por ti, posso dizer-te... é semelhante ao vento, às vezes manso, às vezes indomável, mas quase sempre invencível; é semelhante ao mar; lindo, inspirador, dinâmico, fonte de vida, forte e infinito; ...é semelhante ao céu; sempre desejado, admirado, alvo dos mais contemplativos olhares...
Se quiseres saber qual é a durabilidade deste amor, também posso dizer-te... Enquanto houver noites de luar, estrelas no céu a brilhar, o vento a soprar nos teus cabelos caídos sobre os ombros; o sol com o seu calor forte a aquecer e a terra em torno do sol girar...enquanto houver vida em mim, vou amar-te, e, ainda quando eu não mais existir neste mundo, lá onde eu estiver, continuarei amar-te.
Se quiseres saber o tamanho do meu amor, eu vou comparar: Conta as estrelas do céu, os grãos de areia das praias, as gotas da água do mar, dos rios, dos lagos e lagoas; se conseguires este intento, saberás então que o resultado se aproxima ao meu amor por ti!

sábado, 27 de junho de 2009

Vi-te!...


Vi-te...
Cruzei o meu olhar com o teu, entre o vazio de ti e o nada de mim.

Penso que me viste, porque o teu olhar me disse mil palavras de vento escutadas em marés de silêncio.

Na cegueira suspensa no tempo a conversa do olhar durou horas, como se fossem os últimos minutos de vida de um diálogo distorcido subtilmente mascarado de monólogo.

Olhaste-me intrigado, quando indiscretamente espreitei a janela da tua alma.

Fugiste de ti mesmo, disfarçaste o olhar, turvando e agitando as águas transparentes onde eu vi o teu reflexo no meu. Em apneia, mergulhei de olhos abertos nos teus, toquei o fundo feliz desse lago disfarçado de outro submerso em si mesmo.

Pairei em cada pestanejar teu, e apreciei a cristalina leveza da tua iris indefesa.

Vi-te como és em mim, quando me vi como sou em ti.

Penso que me viste como eu te vi... Sim, vimo-nos......ainda sinto o cheiro do beijo que me deste, quando o teu olhar me tocou os lábios...levemente!...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

São para ti!....

Entardeceu a realidade, encontro-me na indescritível doçura do teu beijo e apaziguo o sorriso no crepúsculo das tuas mãos, quando tocam as minhas.
No lusco-fusco da Paixão, ofereço-te a Paz do meu anoitecer na forma dos meus sonhos.

Afundo os meus olhos nos teus, abro as asas da loucura e perco-me de mim dentro da tua essência.
É nos braços do desejo, que nas quentes noites de Verão, sonho contigo, lembrando o calor do teu corpo no meu, nas frias madrugadas daquele Inverno.

Ao relento de ti, tapo-me com doces reflexos de luar, fecho nas mãos as lembranças que me escreveste na alma.

Ofereço-te a minha noite na forma dos meus sonhos, que também são os teus.

Arrepio-me no prazer do pensamento, vejo-te sorrindo no nosso céu de treze estrelas, com a cumplicidade da Lua Cheia por companhia.

O silêncio do encanto recatado desperta a saudade, que em cada noite de distância me leva ao teu encontro, quando do outro lado da vida, bebemos confissões e brindamos à magia dos cheiros, dos sabores e dos momentos.

Em cada pôr do Sol, é no horizonte dos meus sonhos que te amo por toda a noite. Na manhã que dissipa o sonho, é a ausência de ti, que beijo ao acordar.

Ofereço-te as minhas noites abraçada à saudade, faço em mim a ponte do Amor, entre a luz e o tempo que nos separa…

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Quando sentires teu ser em profunda angústia e confusão, procura dar tempo a ti mesmo e silencia. Respira suavemente e deixa que a luz que o ilumina tome a direcção, pois ela saberá proceder em prol da tua paz, do teu equilíbrio, da tua confiança, mostrando gentilmente que dentro de ti há rios e mares ainda desconhecidos .... pelos quais precisas percorrer para banhares a tua mente, renovando os teus fluídos, e o teu interior.
Há ainda vales e montanhas para caminhares e sentires o frescor da natureza ..... a liberdade dos pássaros.
Há céus para contemplares em puro silêncio, há cores para colorir, há energias para dar realidade ao teu desejo de crescer, de sentir a inocência e a pureza do amor.
Dentro de ti há flores das quais nunca sentiste o perfume, há luzes, há estrelas azuis...
Aprende a dar-te paz!..... apenas permitindo-te um momento de silêncio, um momento em que manifestarás a real necessidade de ir ao encontro da paz divina, da paz que o Universo criou para ti.
Resgata-a pois ..... e sê feliz!

PORQUE DEIXAMOS DE SER AUTÊNTICOS?

É-nos ensinado desde pequenos que precisamos ser fortes para vencer na vida. E ser forte, é uma modalidade criada em cima da imagem de uma pessoa, que mesmo diante da maior dificuldade ou calamidade mantém-se calma, de cabeça elevada e sorriso no rosto. Chorar então, é a maior demonstração de fraqueza. Sorrir, só baixinho, de preferência só esboçar o sorriso, sem articular nenhum som.
Porque não conseguimos mais demonstrar nossos sentimentos no momento em que estes nos afloram? Por que somos proibidos de chorar no momento em que o nosso peito está sufocado pela dor? Somente para nos tornarmos hipocondríacos, dependentes de drogas, de psicólogos, ou para acabarmos a nossa vida antes do tempo?
É um auto-suicídio, o que estamos fazendo connosco próprios. Por que não sorrir, gargalhar, deixar fluir a minha energia interna em forma de alegria espontânea, se assim tenho vontade? Somente para manter uma imagem bonita, e para que todos pensem que eu sou uma pessoa equilibrada. Imagem falsa! Não estou sendo eu, estou a fingir, estou mascarada.
O que me proíbe de ligar para aquela pessoa que está enchendo o meu coração do mais sublime dos sentimentos, e dizer-lhe tudo o que sinto? Falar do quanto é bom ouvir a sua voz, sentir o seu cheiro, o seu calor, do quanto preciso da sua presença? É apenas o medo de enfraquecer-me diante do outro.
Porque não escrever a poesia sem rimas que está na minha cabeça, com as palavras de amor que precisam ser ditas? Por que não cantar ao seu ouvido, fazê-la sorrir? Por que não convidá-la para dançar? Por que não falar dos meus sentimentos? Certamente porque somos egoístas demais para fazer alguém muito feliz e consequentemente, medrosos, temerosos da opinião alheia. E assim, todas as vezes que nos omitimos diante de nossos desejos mais íntimos, ou nos limitamos em demonstrar nossos sentimentos, estamos criando pedras dentro de nós. Amarguras que vão desaguar nalgum tipo de doença.
Estamos deixando de ser felizes e fazer as pessoas felizes, estamos sendo maus e injustos. É tão bom sorrir, gargalhar... É tão necessário chorar! É tão bom viver, assobiar, tomar banho de chuva, caminhar de pés descalços, dançar descompassado, abrir a janela e cantarolar ... É tão bom ser a gente mesmo, desnudos, sem máscaras e preconceitos. É tão bom ser "gente", sendo feliz naturalmente, em pleno gozo do nosso direito de viver.
É tão bom nos permitirmos sermos felizes! ...

segunda-feira, 20 de abril de 2009














Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo. Além do mais, a vida é curta demais para eu ler todo o grosso dicionário a fim de por acaso descobrir a palavra salvadora. Entender é sempre limitado. As coisas não precisam mais fazer sentido. Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada...porque no fundo aquilo que desejamos mesmo é desabrochar de um modo ou de outro.