segunda-feira, 25 de maio de 2009

PORQUE DEIXAMOS DE SER AUTÊNTICOS?

É-nos ensinado desde pequenos que precisamos ser fortes para vencer na vida. E ser forte, é uma modalidade criada em cima da imagem de uma pessoa, que mesmo diante da maior dificuldade ou calamidade mantém-se calma, de cabeça elevada e sorriso no rosto. Chorar então, é a maior demonstração de fraqueza. Sorrir, só baixinho, de preferência só esboçar o sorriso, sem articular nenhum som.
Porque não conseguimos mais demonstrar nossos sentimentos no momento em que estes nos afloram? Por que somos proibidos de chorar no momento em que o nosso peito está sufocado pela dor? Somente para nos tornarmos hipocondríacos, dependentes de drogas, de psicólogos, ou para acabarmos a nossa vida antes do tempo?
É um auto-suicídio, o que estamos fazendo connosco próprios. Por que não sorrir, gargalhar, deixar fluir a minha energia interna em forma de alegria espontânea, se assim tenho vontade? Somente para manter uma imagem bonita, e para que todos pensem que eu sou uma pessoa equilibrada. Imagem falsa! Não estou sendo eu, estou a fingir, estou mascarada.
O que me proíbe de ligar para aquela pessoa que está enchendo o meu coração do mais sublime dos sentimentos, e dizer-lhe tudo o que sinto? Falar do quanto é bom ouvir a sua voz, sentir o seu cheiro, o seu calor, do quanto preciso da sua presença? É apenas o medo de enfraquecer-me diante do outro.
Porque não escrever a poesia sem rimas que está na minha cabeça, com as palavras de amor que precisam ser ditas? Por que não cantar ao seu ouvido, fazê-la sorrir? Por que não convidá-la para dançar? Por que não falar dos meus sentimentos? Certamente porque somos egoístas demais para fazer alguém muito feliz e consequentemente, medrosos, temerosos da opinião alheia. E assim, todas as vezes que nos omitimos diante de nossos desejos mais íntimos, ou nos limitamos em demonstrar nossos sentimentos, estamos criando pedras dentro de nós. Amarguras que vão desaguar nalgum tipo de doença.
Estamos deixando de ser felizes e fazer as pessoas felizes, estamos sendo maus e injustos. É tão bom sorrir, gargalhar... É tão necessário chorar! É tão bom viver, assobiar, tomar banho de chuva, caminhar de pés descalços, dançar descompassado, abrir a janela e cantarolar ... É tão bom ser a gente mesmo, desnudos, sem máscaras e preconceitos. É tão bom ser "gente", sendo feliz naturalmente, em pleno gozo do nosso direito de viver.
É tão bom nos permitirmos sermos felizes! ...

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