sábado, 27 de junho de 2009

Vi-te!...


Vi-te...
Cruzei o meu olhar com o teu, entre o vazio de ti e o nada de mim.

Penso que me viste, porque o teu olhar me disse mil palavras de vento escutadas em marés de silêncio.

Na cegueira suspensa no tempo a conversa do olhar durou horas, como se fossem os últimos minutos de vida de um diálogo distorcido subtilmente mascarado de monólogo.

Olhaste-me intrigado, quando indiscretamente espreitei a janela da tua alma.

Fugiste de ti mesmo, disfarçaste o olhar, turvando e agitando as águas transparentes onde eu vi o teu reflexo no meu. Em apneia, mergulhei de olhos abertos nos teus, toquei o fundo feliz desse lago disfarçado de outro submerso em si mesmo.

Pairei em cada pestanejar teu, e apreciei a cristalina leveza da tua iris indefesa.

Vi-te como és em mim, quando me vi como sou em ti.

Penso que me viste como eu te vi... Sim, vimo-nos......ainda sinto o cheiro do beijo que me deste, quando o teu olhar me tocou os lábios...levemente!...

1 comentário:

Anónimo disse...

Olá Bea, parabéns pelo seu Blog, já não era sem tempo. Está lindo, tem textos lindos como sempre. Mais uma vez os meus sinceros PARABENS

Beijinhos,

Olga Carvalho

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