segunda-feira, 20 de novembro de 2017
terça-feira, 29 de agosto de 2017
E OS DIAS VÃO E VÊM!...

E os dias vão e vêm.
Aos que vão, faço-lhe adeus com a certeza que jamais os viverei, a não ser em recordações.
Aos que vêm recebo-os, agarro-os sofregamente, como náufrago desesperado.
Saboreio-os extasiada e nem me queixo se vêm frios, chuvosos ou acalorados.
Aos amargos adoço-os com uma colherzinha de açúcar, como faço ao café matinal.
Coloco de lado o jornal e mando as notícias para o raio que as parta. Já as sei de cor e salteado. Mortes, desgraças, atentados, violações, maus tratos…meu Deus onde irá este mundo parar!
Dizem-me para acalmar a revolta surda que estala dentro de mim, que tudo se processa afinal como o guião de um filme. Que nos resta apenas ir conhecendo a história de uma vida, que por vezes, nos transmite a sensação de não nos pertencer.
Talvez. Talvez seja isso. Ontem foi um daqueles dias em que parecia que os passos dados não eram os meus, e eu própria me sentia prisioneira num corpo estranho.
Nem o caminho percorrido era o que tinha escolhido. Nada. Nada me pertencia.
Mas já não entro em desespero. Quando isso acontece e me assalta a nostalgia, vou ao açucareiro e adoço-os a meu gosto, como faço ao café matinal.
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